• Nina Brandt

A importância de treinar em casa na quarentena

Que movimentar-se é essencial pra saúde do ser humano nós sabemos. Afinal, esse corpo que habitamos não veio de bônus pendurado da cabeça. Mas é compreensível que enquanto não podemos sair de casa e frequentar os lugares de treino e a natureza, a gente fique as vezes sem vontade, desanimado pra se mexer e tudo mais. Eu, que amo movimento, também passei, e passo por isso vez ou outra. Mas sempre que rompo a barreira e começo a me movimentar, a treinar ou a me mexer de alguma maneira, sou recompensada com um sentimento de satisfação e parece que o corpo está me agradecendo com os hormônios da felicidade por eu ter dado a ele a chance de se revigorar, lubrificar suas juntas e ter a necessidade de se reinventar, se adaptar pra evoluir um pouquinho mais.


A verdade é que somos como água. Precisamos nos mover. O que fica estagnado por muito tempo enrijece, e apodrece. É o movimento que destrói pra reconstruir, que faz da fênix uma mágica real, que dá o start na eletricidade necessária pro nosso corpo prosperar. Nesse sentido, buscar o desconforto – que pode vir de movimentar-se, ou não – na verdade é o que te trará mais conforto no futuro. E o contrário também é verdadeiro. Quanto mais ficamos no conforto agora, menor a zona de conforto fica, e mais desconfortável é viver. A busca pelo desconforto, no fim das contas, é o que faz crescer. E não estou falando sobre ir ao extremo e fazer coisas arriscadas, ultra radicais e espetaculares, até por que estamos em casa, com várias limitações; mas realmente não é o caso de ir ao extremo. O que tem funcionado pra mim é buscar romper a barreira do desconforto de leve, um pouquinho todos os dias. A preguiça de lavar a louça, a preguiça de passar um tempo de cócoras, a preguiça de fazer os treinos que me propus, a preguiça de acordar cedo e realizar as tarefas que programei pra fazer. É uma luta diária, não tem jeito. Mas vai ficando cada vez mais fácil, ao mesmo tempo em que a sua zona de conforto fica maior, e os desafios que antes eram grandes agora são pequenas partes de um todo desmontado. Lembre-se disso: não há algo grande demais que não possa ser dividido em pequenas partes para ser realizado.

Importante: o corpo e a mente são uma coisa só, trabalham em sinergia. Portanto, nessa fase em que estamos quase ficando malucos em casa, movimentar-se não poderia ser mais importante. O corpo se ocupa com a tarefa do movimento, a mente está concentrada na ação, várias conexões estão acontecendo, sistemas trabalhando, consumindo-gerando energia, adaptando-se. Não importa se o que você tá fazendo não é a coisa mais eficiente pra gerar músculos ou queimar calorias (pra mim nunca é haha), mas que estimule a inteligência corporal, e que mande a mensagem pro seu corpo que você tá desafiando ele porque você quer cuidar dele e quer ficar bem, pra curtir bem a vida durante e depois disso tudo. Pensa comigo: se na situação difícil que estamos vivendo você conseguir vencer as barreiras e construir uma rotina em que você realiza o que se propõe a realizar, cuida do corpo e da mente e sai da zona de conforto um pouquinho por dia, como será depois que voltarmos à vida “normal”? Você vai tirar de letra.


E por fim: não se cobre. A quarentena não é fácil pra ninguém. Vá parte por parte, dia após dia, realizando pequenas coisas. O segredo não é intensidade, é consistência – tanto nos treinos, como em qualquer tarefa que você queira realizar. Pode ser chato, pode não ser bom no começo, mas as recompensas valem a pena, acredite. Depois você vai ver o quanto cresceu e agradecer essa fase-casulo ;)

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Carolina Brandt Meister

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